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Nos Trinques
Desde: 25/04/2011      Publicadas: 18      Atualização: 15/06/2011

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 Comportamento

  11/05/2011
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MULHERES AGREDIDAS, REALIDADE DO BRASIL

Muitas mulheres ainda sofrem com agressões diárias de seus companheiros. Mesmo com a Lei Maria da Penha este tipo de crime ainda acontece, e muito, no Brasil.

MULHERES AGREDIDAS, REALIDADE DO BRASIL
Vítimas da Violência Doméstica

Agressão contra mulheres cresce e mesmo com a "Lei Maria da Penha" agressores continuam soltos.

Mães, filhas, irmãs, esposas, constantemente mulheres, sem distinção de classe social, cor ou preferências, são agredidas. Os números são assustadores, mulheres jovens entre 25 e 50 anos são as maiores vítimas da violência doméstica. Segundo a Secretária Especial de Política para as Mulheres 57% das delas apanham diariamente. De acordo com a Lei Maria da Penha é considerada violência doméstica qualquer ação que cause morte, lesão, abusos sexuais e psicológicos. Além dos danos físicos que elas sofrem, ainda existe a vergonha de se mostrar à sociedade. As vítimas acabam se transformando em cúmplices, por não realizarem a denúncia, adoecem dentro de casa, sem contar nem mesmo aos parentes.
O 180 - central de atendimento a mulher - atende 23 mil ligações, denunciando abusos contra mulheres, somente no estado de Minas Gerais.
Geralmente os agentes são pessoas próximas maridos, namorados, pai, irmão e tem como principal causa o álcool, as drogas e o ciúmes.
Segundo Patrícia Moura, advogada do Bem Vinda, centro de apoio as vitimas de agressão, a dependência financeira e o vínculo afetivo com o agressor é o que impede, muitas vezes, a denúncia. Lá as mães que resolvem dar um fim ao sofrimento, recebem atendimento jurídico e psicológico. São feitos atendimentos e caso hajam ameaças de morte, as mães são levadas para casas de apoio escondidas, para que o agressor não localize as vitimas. "Se o filho for menor pode acompanhar a mãe, e ficar na casa, até 18 anos completos", conta a advogada.
Os frutos do relacionamento conturbado acabam sofrendo junto com as mães. A secretária especial revelou que os filhos acabam se transformando em vitimas, 16% deles são agredidos e 68% já presenciaram brigas entre os pais.
Mesmo com a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, que agrava as penas para o agressor e facilita os procedimentos contra a violência, houve um considerável aumento no número de mulheres agredidas entre os anos de 2007, 2008 e 2009. De acordo com a Polícia Civil de Minas, em 2009, foram mais de 15 mil casos o que preocupa especialistas, psicólogos e entidades que cuidam destas mulheres. Em pesquisa divulgada pelo IBOPE somente 44% dos brasileiros acreditam na eficácia da Lei Maria da Penha.


Filme Maria da Penha

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